Oiii...prometi voltar mais tarde, to aki. Essa materia eh otima...completando a anterior. Muita gente ta beirando o diabetes e nem sabe....assim como eu tava. Entao leiam com atencao, mesmo nao sendo seu caso....eh bom saber e prevenir. Alem de aprender o caminho pra perder peso, neh? Depois q comecei minha mudanca, nunca mais comi "acucar" e to sempre tentando monitorar a ingestao indireta, ou seja, vigiando outras comidas q tem acucar no preparo. Vamos la...
-> Equilíbrio perfeito
Como já é sabido, o corpo possui ótimos mecanismos de controle para se manter em equilíbrio. No nosso caso, o corpo mantém um controle firme do nível de açúcar no sangue. Para manter a
homeostase, ou seja, o equilíbrio perfeito, o corpo precisa manter a concentração de açúcar no sangue entre os limites de 70mg/ml e 110mg/ml. Legal? Qualquer alteração nestes limites, seja caindo abaixo ou estando acima, vai ativar os mecanismos de controle do corpo para que ele faça tudo voltar à normalidade. Tudo vai girar em torno disso: buscar o equilíbrio, buscar a
homeostase. Ok, até aí tudo bem? continuamos…
-> A ação do corpo
Como vimos no ponto anterior, o corpo precisa manter os níveis de açúcar no sangue entre os limites de 70mg/ml e 110mg/ml. Caso o nível de açúcar no sangue suba acima de 110mg/ml, o corpo irá liberar um hormônio que irá percorrer o sangue “limpando-o” deste excesso de açúcar (glicose) e guardando ele nos tecidos magros ou como gordura. Fazendo desta forma, o corpo restabelece o equilíbrio.
Caso o nível caia para abaixo de 70mg/ml, o corpo novamente libera um outro hormônio que faz com que o corpo libere na corrente sanguínea o açúcar que esta armazenado nos tecidos magros, restabelecendo novamente o equilíbrio.
O primeiro hormônio, o que armazena o açúcar, é a
insulina. O segundo hormônio, o liberador de açúcar, é o
glucacon.
“
A concentração de insulina no sangue é proporcional à concentração de açúcar no sangue, que é proporcional à quantidade de carboidratos ingerida” Chris Aceto - Everything you need to know about fat loss.
Algo simples e importante a se lembrar é:
Caso você tenha uma refeição rica em carboidratos simples, ou seja, de rápida digestão, o corpo irá transformar todo este carboidrato rapidamente em açúcar, fazendo com que os níveis de açúcar no sangue subam, exigindo que o corpo libere quantidades elevadas de insulina para a “limpeza” e retomada do equilíbrio.
Caso você tenha uma refeição rica em carboidratos complexos e naturais, a digestão acontece mais lentamente, assim não existem picos nos níveis de açúcar do sangue e, consequentemente, a insulina é liberada controladamente pelo pâncreas, mantendo todo o organismo estável. Lembre que adicionar fibras em suas refeições também colabora bastante para esta digestão controlada! Falamos sobre isso no artigo de carboidratos.
-> Mais afundo, porém simples
O corpo possui 2 formas principais de armazenar energia que precisamos prestar atenção aqui.
Uma delas é uma fonte de energia rápida de fácil acesso chamada
glicogênio. A outra é uma fonte maior de energia, a gordura.
O glicogênio é armazenado em quantidades limitadas no fígado e nos músculos. É dito que quantidades aproximadas de entre 300g-400g de glicogênio podem ser armazenadas no total. O corpo prefere sempre armazenar a energia extra como glicogênio. Caso estes estoques já estejam completos, o corpo é obrigado então a recorrer ao seu estoque secundário, a gordura corporal.
A
insulina é o hormônio que irá percorrer o sangue levando esta energia (glicose) aos seus destinos, músculos, tecidos, gordura, etc. A insulina tem um papel essencial no processo de nutrição do corpo.
Entendido isso? Vejamos os 2 principais fatores que contribuem para que existam picos de insulina no sangue:
- Você esta comendo mais calorias do que consome no dia.
- Mesmo comendo menos do que consome, concentra sua alimentação basicamente em carboidratos simples e/ou refinados, de rápida digestão e baixa quantidade de fibras.
Quantas pessoas você conhece que estão fora de forma e alegam não comer demais? A alimentação destas pessoas favorece seu estado físico atual. Uma alimentação constituída, em sua maioria, de carboidratos simples e/ou refinados, poucas ou nenhuma fibra e açucares gera desequilibro corporal e gera mais apetite! Apetite? Sim. Em grandes quantidades, a insulina é um estimulante de apetite.
Em uma pesquisa feita com ratos, onde eles foram separados em 2 grupos, teve-se resultados interessantes. O grupo 1 teve insulina injetada e se alimentou até o limite, comendo mais do que o necessário. O grupo 2, o qual teve o pâncreas (responsável pela fabricação de insulina) removido, se recusava a comer. Claro, ratos são ratos e humanos são humanos, mas é um bom indício de qualquer forma.
Quando sua alimentação favorece um aumento do nível de açúcar no sangue, o corpo é obrigado a liberar um pico de insulina para restabelecer rapidamente os níveis normais.
A insulina é ótima em sua função e varre o sangue armazenando todo o excesso de açúcar encontrado. Ela é tão boa que faz com que, devido à sua ação rápida, faz com que os níveis de glicose caiam abaixo do normal. Ao caírem abaixo de 70mg/ml, o corpo irá ser chamado atenção e despertará sentimento de
fome. Afinal os níveis estão baixos e precisam voltar ao normal.
Utilizando-se da fome como recurso e do hormônio glucacon, o corpo consegue seu objetivo de restabelecer os níveis de equilíbrio. Se você acabar comendo novamente carboidratos simples, açucares, etc., fará com que outro pico de insulina seja liberado, gerando fome novamente e assim fechando um ciclo que levará você a pesos jamais sonhados.
Continue lendo o ponto abaixo para entender melhor os detalhes.
-> Entenda a importância
Algo para se guardar bem na memória:
Quando os níveis de insulina no sangue estão altos, o corpo não irá tocar nas células de gordura para utilizar-se de energia, ou seja, não queimará gordura.
Quando os níveis de insulina no sangue estão altos, causados normalmente pela má alimentação, o corpo libera a magnífica enzima
Lipo Lipase (LPL), que
favorece o armazenamento do excesso de energia como gordura corporal e
bloqueia a utilização da gordura como fonte de energia.
Veja, tão boa é a insulina no seu papel de favorecer o bloqueio ao acesso às células de gordura que mesmo com exercícios aeróbicos intensos fica difícil se queimar gordura até que os níveis de insulina voltem à normalidade. Até este ponto, já deve estar bastante claro para você que se seu objetivo é perda de peso através de queima de gordura, a insulina é peça
chave no processo.
Enquanto a insulina libera a enzima LPL para selar as células de gordura contra utilização e armazenar gordura corporal, o glucacon, hormônio liberador, libera a enzima sensitive lipase (HSL), a qual, faz com que as células de gordura liberem suas energias para consumo.
Tudo funciona como uma balança. O corpo precisa manter o equilíbrio. Se os níveis caem abaixo do normal, o corpo consegue se equilibrar liberando glucacon e se os níveis sobem acima do limite, o corpo libera insulina para voltar ao normal (70mg/ml a 110mg/ml).
Uma alimentação pobre, rica em gorduras e agravada pela falta de exercícios ,tem danos incríveis no corpo. Veja um dos motivos que nos interessa:
Ao se ter este estilo de vida, o corpo começa a acumular gordura e você provavelmente não tem a forma desejada. O que acontece é: sabemos que o excesso de açúcar no sangue é guardado primeiramente na forma de glicogênio no fígado e nos músculos e quando este estoque limitado está cheio, o excesso é armazenado como gordura, certo?
Os músculos receptores de glicogênio possuem receptores de insulina. Estes receptores são sensíveis a este hormônio e recebem o excesso de açúcar quando a insulina manda. Legal. Com o acúmulo no organismo da enzima LPL, liberada devido a vários fatores da má alimentação, estes receptores de insulina nos músculos começam a ficar menos receptivos à insulina. Desta forma o pâncreas precisa começar a liberar insulina em maiores quantidades para vencer esta resistência dos receptores. Neste caso, o corpo esta desenvolvendo resistência a insulina.
A medida que os receptores musculares ficam menos receptivos à insulina, os receptores das células de gordura ficam mais receptivos à insulina. Quando o corpo tenta guardar os excessos na forma de glicogênio e não consegue, ele recorre a gordura corporal, obviamente. E este é um processo que só irá se agravar.
Com o tempo fica mais difícil o acesso aos músculos para guardar energia e mais fácil o acesso a gordura para armazenamento. Um agravamento desta condição leva ao caso grave que conhecemos como diabetes. O pâncreas começa a liberar quantidades enormes de insulina para tentar estabelecer o equilíbrio corporal e cada vez mais os órgãos ficam resistentes a este hormônio.
Novamente, o excesso de insulina no sangue, gerado pelo aumento do nível de açúcar no sangue, bloqueia o acesso às células de gordura para retirar energia e favorece o acesso para armazenar energia. Não consigo dizer o quão importante é se entender este processo. Espero que tenha ficado claro!
deixar logo abaixo do artigo!
-> A solução
Mesmo após desenvolver uma resistência a insulina (não ainda diabetes), é possível reverter a situação. É possível fazer com que os receptores de insulina nos músculos voltem a ser mais receptivos ao hormônio e é possível fazer com que as células de gordura fiquem mais acessíveis a queima de seus estoques. Solução? Você pode chutar………… sim, exercício e boa alimentação.
Quanto mais receptivos os músculos são à insulina e mais correta sua alimentação, menos ocorrerão picos de insulina no sangue. O que você quer a esta altura é evitar estes picos a todo custo.
Eh isso ai galera....grande, mas vale a pena. Eu continuo lendo sobre tudo e me informando e se cheguei ate aki, deve valer a pena, neh? rsrsrs
Bjs
Andressa